Previsão aponta déficit hídrico em áreas agrícolas e temperaturas acima da média
O período entre julho e setembro deve ampliar a tendência de seca nas regiões centrais do Brasil, com possíveis impactos na segunda safra de milho e na recuperação das pastagens. A previsão consta no Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que avalia as condições climáticas e seus efeitos sobre as principais culturas agrícolas.
O levantamento indica chuvas abaixo da média em áreas do Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste, além de temperaturas superiores ao padrão histórico. O cenário pode reduzir a disponibilidade de água no solo e aumentar os riscos para lavouras tardias de milho, feijão e para a alimentação dos rebanhos.
No Centro-Oeste, a baixa umidade favorece a maturação do algodão, mas eleva a preocupação com perdas de produtividade no milho segunda safra. Em áreas como Mato Grosso, Goiás e Tocantins, o déficit hídrico deve se intensificar durante o trimestre, afetando o desenvolvimento das pastagens.
Na Região Sul, as chuvas continuam favorecendo as lavouras, especialmente o milho no Paraná, mas o excesso de umidade pode aumentar a ocorrência de doenças fúngicas. O Inmet recomenda atenção dos produtores com o manejo das culturas de inverno diante da frequência de precipitações.
No Nordeste, a previsão aponta temperaturas acima da média e agravamento da seca no interior da região. O déficit de chuva pode comprometer lavouras de milho e feijão em sistema de sequeiro, principalmente durante fases de floração e enchimento de grãos.
Segundo o Inmet, fenômenos climáticos como o El Niño continuam influenciando o padrão de chuvas no país. Enquanto algumas regiões mantêm bons níveis de armazenamento de água, outras devem enfrentar maior pressão sobre recursos hídricos, aumentando os desafios para a produção agrícola brasileira.