Produtores devem ampliar vendas para atender demanda interna
O mercado brasileiro da soja continua operando com preços elevados nesta primeira quinzena de julho, mesmo após uma leve queda de 0,11% registrada nesta quinta-feira (10). De acordo com o indicador Cepea/Esalq, a oleaginosa acumula valorização de 5% no mês, demonstrando a firmeza das cotações diante da oferta restrita no país. No porto de Paranaguá (PR), principal referência para exportações, a saca foi negociada a R$ 140,25, permanecendo acima do patamar de R$ 140. Segundo boletim da T&F Consultoria Agroeconômica, com base em informações da Agrinvest, a disponibilidade de soja com preços mais baixos praticamente se esgotou no mercado nacional.
Para garantir o abastecimento nos próximos meses, será necessário que os produtores comercializem cerca de 20 milhões de toneladas entre julho e agosto. Somente nesta semana foram negociadas aproximadamente 1,5 milhão de toneladas da safra atual, elevando para 2,3 milhões de toneladas o volume vendido no mês. Nas demais regiões monitoradas pela AgRural, as oscilações foram discretas. Em Ponta Grossa (PR), a saca recuou R$ 0,50, encerrando o dia cotada a R$ 133,00.
Em Primavera do Leste (MT), também houve queda de R$ 0,50, com o produto negociado a R$ 117,50. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço permaneceu estável em R$ 122 por saca. O cenário reforça a expectativa de manutenção das cotações em níveis elevados enquanto a oferta seguir limitada e a demanda permanecer aquecida no mercado interno e externo.