Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Tomate fica mais barato: preços caem mais de 26% no atacado em novembro, aponta Conab

Temperaturas mais altas aumentaram a maturação e derrubaram preços; cenoura e batata também recuaram.

O preço do tomate despencou mais de 26% nos mercados atacadistas em novembro, impulsionado pela boa oferta do produto nas Centrais de Abastecimento (Ceasas). O levantamento faz parte do 12º Boletim Hortigranjeiro do Programa Prohort, divulgado nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o relatório, as temperaturas mais altas aceleraram o amadurecimento dos frutos, ampliando a disponibilidade nos centros de distribuição. A forte oferta também reduziu o preço do alimento no varejo, conforme mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Conab em parceria com o Dieese.

Cenoura e batata também caem de preço

A cenoura registrou queda média de 9,68% nos preços atacadistas em relação a outubro. Na Ceagesp (SP), a redução chegou a 21,15%, a maior entre as centrais analisadas, mesmo com volume menor da raiz no mercado.

A batata também ficou mais barata, com retração média de 2,37% entre outubro e novembro. Apesar da variação modesta, o preço está 51,3% inferior ao observado no mesmo mês do ano passado. O movimento marca o fim da safra de inverno e a entrada da safra das águas, o que influencia o equilíbrio de oferta.

Alface e cebola ficam mais caras

A alface voltou a subir em novembro, após um período de baixa, por causa da menor oferta nos entrepostos. A valorização ficou em 3,36%. Já a cebola aumentou 8,79% na média ponderada — alta típica para o período, em função da mudança nas regiões fornecedoras do bulbo.

Entre as frutas, o mês de novembro mostrou estabilidade nos preços. Banana, maçã e laranja tiveram pequenas quedas de 0,13%, 0,82% e 1,10%, respectivamente.

A oferta da banana diminuiu, com destaque para a queda de produção da variedade nanica no Vale do Ribeira (SP) e da prata no norte de Minas Gerais. A maçã gala teve leve recuperação de preços no fim do mês, acompanhada de estoques menores e demanda estável. No caso da laranja, o setor industrial se manteve cauteloso na compra de novos lotes, refletindo a demanda externa enfraquecida.

Em sentido contrário, mamão e melancia encareceram. As cotações médias subiram 6,55% e 4,45%, respectivamente. A menor produção de mamão, afetada por chuvas e temperaturas mais baixas, e a queda na qualidade das melancias vindas do sul da Bahia e do centro paulista ajudaram a elevar os preços.

Exportações crescem mais de 23%

Entre janeiro e novembro de 2024, as exportações de frutas e hortaliças somaram 1,176 milhão de toneladas, alta de 23,22% frente ao mesmo período do ano anterior. O faturamento chegou a US$ 1,4 bilhão (FOB), um avanço de 9,23%. A Europa e a Ásia continuam sendo os principais destinos das vendas brasileiras.

Fonte: Agro em Campo

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