O acompanhamento semanal das cotações do mercado lácteo em Goiás, divulgado pelo Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), indica mudanças distintas no comportamento dos produtos comercializados no varejo. A atualização referente a 17 de novembro de 2025 revela movimentos de alta em alguns itens e recuos em outros, evidenciando a oscilação da demanda e o equilíbrio de oferta no estado.
A muçarela apresentou valorização e atingiu R$ 39,36 por quilo, avanço de 1,29% em relação ao levantamento anterior. A elevação ocorre em meio à estabilidade da produção industrial e ao consumo que mantém regularidade nos principais centros urbanos. O desempenho positivo posiciona o queijo entre os produtos com melhor reação no período monitorado.
Outro item que registrou alta foi o leite em pó, cotado a R$ 18,22 no varejo, com acréscimo de 0,89%. O produto segue como alternativa relevante para indústrias e consumidores, favorecido por estoques ajustados e por maior procura em determinadas redes de varejo. A leve movimentação confirma a tendência observada nas últimas semanas, marcada por avanços moderados.
No sentido oposto, o leite UHT apresentou queda. O preço médio de venda recuou 4,11%, encerrando o período em R$ 4,89 por litro. O desempenho negativo é associado a dois fatores: a oferta interna permanece elevada e a demanda segue retraída, especialmente após meses de maior sensibilidade do consumidor aos preços. A combinação pressiona a indústria e resulta em ajustes nas prateleiras.
O creme de leite também registrou retração. Cotado a R$ 3,03, o produto caiu 1,26% na comparação semanal. A redução reflete a reposição regular dos estoques e um consumo que ainda não apresenta sinais de aquecimento expressivo no varejo goiano. O comportamento reforça o cenário de estabilidade na produção e de maior competitividade entre marcas.
A soma desses movimentos caracteriza uma semana de sinalização mista para o mercado lácteo do estado. Enquanto itens como muçarela e leite em pó mantêm trajetória de valorização, o leite UHT e o creme de leite seguem pressionados por condições que envolvem oferta robusta e demanda limitada. A leitura do IFAG mostra que o segmento continua sensível às variações de consumo, influenciado pelo comportamento do mercado interno e pelas condições de abastecimento das indústrias.
As atualizações do instituto seguem acompanhando a dinâmica regional e auxiliam produtores, cooperativas e agentes da cadeia produtiva a avaliar tendências de curto prazo. As próximas semanas poderão indicar se a alta em alguns derivados será sustentada ou se predominará o ambiente de estabilidade e ajustes pontuais nos preços.
Fonte: Agro&Prosa