Alertas ambientais não indicam automaticamente irregularidade ou desmatamento ilegal
Cerca de R$ 92,4 bilhões em crédito rural público foram destinados, entre 2019 e 2025, a imóveis que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa, segundo levantamento do MapBiomas. O estudo identificou 831 mil operações nessa situação, dentro de um total de R$ 613,18 bilhões financiados no período.
O Monitor do Crédito Rural aponta que mais de 400 instituições financeiras atuam no setor, mas cinco concentram cerca de 60% dos recursos liberados. Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul aparecem entre os principais agentes financiadores.
O levantamento destaca que a presença de alertas ambientais não significa, necessariamente, que houve irregularidade, já que o desmatamento pode ocorrer dentro das regras previstas pela legislação. O MapBiomas explica que a análise identifica alterações na vegetação, mas não define se a área possui autorização legal.
Entre os estados com maiores valores financiados em áreas com algum tipo de sobreposição ambiental estão Tocantins, com R$ 13,9 bilhões, Mato Grosso, com R$ 13,3 bilhões, e Rondônia, com R$ 13 bilhões. A nova plataforma ampliou o monitoramento ao incluir dados do Cadastro Ambiental Rural.