Região Centro-Oeste, 21 de julho de 2026

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Idosa vai para a UTI após testar batom de R$ 1 na Capital

Alerta de saúde: Cosmético falsificado do Centro de Campo Grande provoca choque anafilático em idosa
Foto: Marcos Ermínio

Idosa é internada em estado grave após testar batom sem registro sanitário

Uma idosa de 60 anos precisou ser internada com urgência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Campo Grande, no último fim de semana, após sofrer uma reação alérgica gravíssima provocada pelo teste de um cosmético de baixo custo. O incidente ocorreu na tarde de sábado, enquanto a mulher passeava com a irmã pelo Centro da Capital e decidiu manusear um “batom mágico” — produto que muda de cor após a aplicação — exposto em uma loja de variedades. Embora tenha devolvido o item à prateleira por não ser o que procurava, a idosa acabou levando a mão ao rosto para arrumar o cabelo e tocou acidentalmente a região dos olhos com o resíduo do cosmético.

Pouco tempo depois, o olho atingido começou a apresentar um inchaço severo e repentino, evoluindo rapidamente para um quadro clínico alarmante com falta de ar, alteração na pressão arterial e descontrole nos níveis de diabetes. Diante da piora drástica, a vítima foi socorrida pela filha e encaminhada ao hospital, onde recebeu medicações intensivas e permaneceu sob observação na UTI até receber alta na manhã desta segunda-feira. A reportagem local localizou o produto sendo comercializado livremente por apenas R$ 1 e constatou que a mercadoria é fabricada no Paraguai e importada sem os devidos controles sanitários.

Dermatologistas alertam que o uso de maquiagens falsificadas ou de procedência duvidosa traz riscos extremos de choque anafilático, pois esses itens não passam pelos testes rigorosos da Anvisa e frequentemente ocultam componentes químicos altamente tóxicos em suas fórmulas.

Enquanto consumidores nas ruas da Capital se dividem entre o receio com preços excessivamente baixos e o hábito de pesquisar a procedência de marcas conhecidas, o caso serve como um severo aviso sobre a importância de fiscalizar embalagens, rótulos e lacres antes de aplicar qualquer substância na pele.

Especialistas reforçam a importância do registro da Anvisa para evitar riscos graves à saúde da pele

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