Região Centro-Oeste, 16 de julho de 2026

O Portal de Notícias do Agronegócio

Brasil ultrapassa EUA e torna-se maior produtor de carne bovina do mundo

Dados brasileiros divergem das estimativas americanas
Foto: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar

O Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas da proteína em 2025, enquanto os Estados Unidos registraram 11,81 milhões de toneladas, considerando o peso equivalente carcaça. A diferença de mais de 500 mil toneladas marca a primeira vez que o país ultrapassa os norte-americanos desde o início da série histórica do USDA, iniciada na década de 1960.

Os dados revelam que o Brasil nunca havia superado os Estados Unidos no ranking de produção desde 2021, período coberto pelo relatório atual. A conquista representa um avanço significativo para o agronegócio brasileiro, que já detinha a liderança mundial nas exportações há mais de duas décadas.

Projeções para 2026 indicam equilíbrio entre Brasil e EUA

O cenário competitivo deve se intensificar no próximo ano. Para 2026, os dois países devem produzir praticamente a mesma quantidade de carne. O Brasil deverá fornecer 11,7 milhões de toneladas e os EUA, 11,71 milhões de toneladas, segundo projeções do USDA.

A expectativa de queda na produção brasileira para 2026 reflete o ciclo natural da pecuária de corte, enquanto os Estados Unidos sofrem com uma baixa histórica no rebanho, que resultou em inflação para a carne dos americanos. Os estoques de gado norte-americanos caíram em janeiro para o nível mais baixo em quase 75 anos.

Dados brasileiros divergem das estimativas americanas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou números mais conservadores para a produção nacional. A estimativa brasileira aponta 11,38 milhões de toneladas para 2025, volume inferior aos 12,35 milhões registrados pelo USDA. Mas ainda assim superior ao resultado de 2024.

Além de assumir a liderança na produção, o Brasil consolidou sua posição no mercado internacional. O país bateu recorde nas exportações em 2025, com 4,25 milhões de toneladas métricas embarcadas, segundo o relatório “Pecuária e Avicultura: Mercados e Comércio Mundial” do USDA.

A Austrália ocupa a segunda posição no ranking de exportações com 2,18 milhões de toneladas, seguida pela Índia (1,61 milhões) e Estados Unidos (1,17 milhões).

Crescimento expressivo nas vendas internacionais

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o país exportou 3,15 milhões de toneladas de carne bovina, alta de 18,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 2,66 milhões de toneladas. A receita alcançou US$ 16,18 bilhões, avanço de 37,5% na comparação anual.

Foto: Secom/SC

O Brasil exportou mais de 357 mil toneladas de carne bovina em outubro de 2025, o maior volume mensal já registrado desde o início da série histórica, em 1997. Isso segundo dados compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

China lidera demanda pela carne brasileira

A China permanece como principal mercado comprador da proteína nacional. No acumulado do ano, a China lidera com 1,52 milhão de toneladas e US$ 8,08 bilhões, representando 48,3% do volume e 49,9% da receita total das exportações brasileiras.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 244,5 mil toneladas e US$ 1,46 bilhão, seguidos pela União Europeia, Chile, México, Rússia, Egito, Hong Kong, Filipinas e Arábia Saudita.

Diversos mercados ampliaram suas compras em 2025, com variações expressivas como Indonésia (alta de 579%), Canadá (96%), México (105%), China (43%) e Rússia (306%), segundo registrou a Abiec.

Cenário global da produção de carne bovina

O ranking mundial de produção coloca China em terceiro lugar, com 7,79 milhões de toneladas. Seguida pela União Europeia (6,47 milhões) e Índia (4,63 milhões de toneladas). A produção global totalizou 61,94 milhões de toneladas métricas em 2025.

A conquista brasileira reflete investimentos em produtividade, condições sanitárias reconhecidas internacionalmente e capacidade de atendimento contínuo aos mercados globais. E consolida o país como potência mundial no setor pecuário.

Fonte: Agro em Campo

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.