Iniciativa busca aumentar a rentabilidade do pecuarista e a eficiência da produção.
A Associação Brasileira de Angus iniciou um projeto inédito para identificar, por meio de análises genéticas e dados de carcaça, quais touros da raça apresentam maior capacidade de produzir animais meio-sangue de qualidade no cruzamento com vacas zebuínas, especialmente Nelore. A pesquisa começa em 14 de julho com a coleta de 6 mil amostras genéticas e pretende aumentar a previsibilidade da qualidade da carne destinada ao Programa Carne Angus. A expectativa é divulgar uma lista preliminar de touros melhoradores em 2027, além de ampliar o banco de dados para futuras avaliações de características como maciez da carne.
A iniciativa também pretende desenvolver novas Diferenças Esperadas de Progênie (DEPs), oferecendo mais segurança na seleção genética. Segundo a associação, a padronização dos animais pode elevar a taxa de certificação, aumentar a remuneração dos produtores e reduzir perdas por desclassificação nos frigoríficos. Em 2025, o programa registrou mais de 612 mil abates certificados, embora cerca de 25% dos animais tenham sido reprovados por critérios de idade ou acabamento de carcaça.
O projeto ainda poderá contribuir para uma pecuária mais sustentável, com animais mais eficientes e abatidos mais jovens, reduzindo custos e impactos ambientais.