Mercado avalia que novos destinos compensam parte das vendas, mas não reduzem os preços internos
O esgotamento da cota de exportação de carne bovina brasileira para a China, prevista para agosto, não deve provocar uma redução significativa nos preços ao consumidor no Brasil, segundo avaliação de especialistas do setor. O limite de 1,1 milhão de toneladas isentas da tarifa de 55% foi criado pelo governo chinês para proteger sua produção interna, mas as exportações brasileiras seguiram em ritmo acelerado e cresceram 16,9% no primeiro semestre.
Embora mercados como Estados Unidos, Chile, Rússia, União Europeia e Oriente Médio possam absorver parte do volume que deixará de ser enviado à China, eles não oferecem a mesma remuneração paga pelo mercado chinês. Economistas também apontam que a retenção de fêmeas para recomposição dos rebanhos reduzirá a oferta de carne, sustentando os preços do boi gordo. Além disso, o mercado futuro continua indicando valorização da arroba, o que reduz as chances de queda nos preços ao consumidor.
A expectativa é de, no máximo, ajustes pontuais em alguns cortes, sem uma redução consistente no valor da carne nos próximos meses.