Tendência é de restrição até julho com recuperação gradual no segundo semestre
Os preços das mangas das variedades palmer e tommy continuam em forte alta nas principais regiões produtoras do Semiárido do Nordeste, impulsionados pela baixa oferta no mercado interno. O cenário de disponibilidade controlada da fruta tem sido determinante para a valorização, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta redução no volume disponível como fator central da escalada de preços.
No atacado da Grande São Paulo, o quilo da manga tommy chegou a R$ 7,36 no dia 19 de junho, com alta semanal de 15,18%, enquanto no Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, o valor pago ao produtor atingiu R$ 4,94, avanço de 26% em uma semana. Esse movimento reflete o período de entressafra e menor oferta, que mantém o mercado ajustado e com preços mais elevados. A tendência, segundo pesquisadores do Cepea, é de que o volume siga restrito até julho, com possível retomada gradual da produção no segundo semestre.
Apesar de favorecer os produtores no curto prazo, a sequência de altas pode reduzir o ritmo da demanda, já que o consumidor tende a reagir aos reajustes. Assim, o mercado deve permanecer pressionado pela combinação entre oferta limitada e consumo mais cauteloso nas próximas semanas.