Região Centro-Oeste, 24 de julho de 2026

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Pesquisa detecta 25 agrotóxicos nas águas do Rio Tietê

Estudo aponta contaminação acima do limite permitido
Foto: SOS Mata Atlântica

Pesquisa revela impacto da agricultura no Tietê

Pesquisadores da Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com quatro universidades, identificaram a presença de 25 tipos de agrotóxicos ao longo do Rio Tietê e de seus principais afluentes. O levantamento foi realizado durante uma expedição de cinco dias, com coletas em 14 pontos, desde a nascente em Salesópolis até a foz, no encontro com o Rio Paraná, em Itapura. O estudo revelou que parte das substâncias foi encontrada em concentrações superiores aos limites estabelecidos pela legislação brasileira.

Entre os compostos que mais chamaram a atenção está a atrazina, herbicida proibido na União Europeia desde 2004 e detectado em níveis até 25 vezes acima do permitido em alguns trechos. Segundo os pesquisadores, a principal origem dos resíduos está relacionada ao uso de defensivos agrícolas em lavouras de cana-de-açúcar e soja, embora também tenham sido encontrados indícios de produtos utilizados em áreas urbanas.

A pesquisa aponta ainda que a ausência de curvas de nível, a redução da mata ciliar e o escoamento provocado pelas chuvas favorecem o transporte dos agrotóxicos para o rio. O uso de pulverização por drones e aeronaves em regiões próximas aos cursos d’água também pode contribuir para a contaminação. Para os especialistas, os resultados demonstram que os investimentos em despoluição ainda são insuficientes para conter as diferentes fontes de poluição e reforçam a necessidade de ampliar ações de preservação ambiental e fiscalização em toda a bacia do Tietê.

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