Carne bovina de MS fica fora da nova tarifa americana
O agronegócio de Mato Grosso do Sul deve ter impactos menores do que os previstos inicialmente após a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. A avaliação é da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), que analisou os reflexos da medida para o Estado.
A carne bovina, principal produto do agro sul-mato-grossense enviado ao mercado norte-americano, ficou fora da nova tarifa. Também foram preservados produtos como madeira, tilápia e couros, reduzindo possíveis prejuízos para produtores e empresas exportadoras.
Segundo a Famasul, os Estados Unidos representam aproximadamente 5% das exportações do agronegócio de Mato Grosso do Sul. O principal destino dos produtos estaduais continua sendo a China, responsável por mais da metade das vendas externas do setor.
No cenário nacional, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que grande parte das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos permaneceu isenta da cobrança adicional. Produtos como café, carne bovina, laranja e cacau foram mantidos fora da lista tarifada.
Apesar do resultado considerado positivo para Mato Grosso do Sul, a entidade alerta que o cenário exige acompanhamento. Produtos como açúcar, etanol, carne suína e alguns industrializados continuam sujeitos à tarifa.
A Famasul afirma que seguirá monitorando as decisões comerciais dos Estados Unidos para avaliar possíveis mudanças e seus efeitos sobre a competitividade do agronegócio estadual.