Entidade rural destaca importância da relação bilateral e dos benefícios econômicos entre as nações
Representantes do agronegócio brasileiro participam de debates em Washington, nos Estados Unidos, sobre as tarifas impostas pelo governo norte-americano e a investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), conhecida como Seção 301. O processo avalia políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual, etanol, leis anticorrupção e questões ambientais.
A Sociedade Rural Brasileira (SRB) apresentou manifestação formal ao USTR e defendeu que o Brasil mantém práticas comerciais transparentes e alinhadas às normas internacionais. A entidade ressaltou que uma eventual adoção de medidas restritivas contra produtos brasileiros poderá gerar impactos para consumidores e empresas dos dois países.
O setor agropecuário destaca que Brasil e Estados Unidos possuem uma relação de complementaridade nas cadeias produtivas. Em 2024, o Brasil exportou US$ 12,1 bilhões em produtos agrícolas aos norte-americanos, incluindo soja, café, carne bovina, suco de laranja e açúcar, contribuindo para a oferta de alimentos no mercado dos EUA.
A SRB também reforçou os dados ambientais brasileiros, apontando que cerca de 66% do território nacional permanece coberto por vegetação nativa e que o Código Florestal estabelece regras rigorosas para preservação. Segundo a entidade, o país deve manter o diálogo para fortalecer a cooperação comercial e evitar barreiras que prejudiquem a economia global.