Região Centro-Oeste, 16 de junho de 2026

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Comércio de pesca e aquicultura atinge US$ 184 bilhões em 2024

Foto: Christian Braga/Oceana

América Latina mantém papel estratégico no mercado internacional

O comércio internacional de produtos da pesca e da aquicultura movimentou US$ 184 bilhões em 2024, segundo relatório da FAO divulgado nesta terça-feira, refletindo leve alta em relação ao ano anterior e reforçando a importância do setor no mercado global de alimentos. A produção mundial atingiu recorde histórico de 235 milhões de toneladas, sendo a aquicultura responsável por cerca de 60% do volume total, evidenciando seu crescimento contínuo como principal motor da oferta de pescado.

O relatório destaca que o comércio de produtos aquáticos já representa mais de 9% do comércio agrícola global, consolidando sua relevância econômica internacional. Entre os produtos mais comercializados estão peixes, crustáceos e moluscos, com destaque para salmão, camarão e atum, que lideram o valor de exportação. A China segue como maior produtora mundial, seguida por Índia, Indonésia e Vietnã, concentrando a maior parte da oferta global. Na América Latina e Caribe, a produção chegou a 13 milhões de toneladas, com forte participação do Peru, Chile e Brasil no cenário regional.

A região também registrou superávit de US$ 21 bilhões na balança comercial do setor, reforçando sua posição exportadora. Apesar do crescimento, a FAO alerta para a leve redução da proporção de estoques marinhos sustentáveis, indicando desafios ambientais para o futuro da atividade. Ainda assim, a disponibilidade per capita de alimentos aquáticos segue em leve alta global, alcançando 21,3 quilos por pessoa em 2024.

O estudo projeta crescimento contínuo até 2034, impulsionado principalmente pela expansão da aquicultura e pela demanda mundial por proteína animal.

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