Estimativas apontam aumento da produção de farelo e óleo de soja nos principais países produtores
A expectativa de retomada das exportações argentinas de farelo de soja nas próximas semanas pode aumentar a pressão sobre os preços e os prêmios praticados no Brasil. Segundo análise do Itaú BBA, a Argentina embarcou cerca de 1,8 milhão de toneladas em junho, abaixo das 2,4 milhões registradas em maio, mas a tendência é de aceleração nos próximos meses. No acumulado do ano, o país soma 6,5 milhões de toneladas exportadas, volume ainda 7,5% inferior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.
Com a redução dessa diferença, especialistas avaliam que a concorrência deve se intensificar principalmente entre junho e agosto. No cenário global, o mercado caminha para uma ampla oferta, impulsionada pelo esmagamento recorde nos Estados Unidos, Brasil e Argentina. Dados do USDA indicam que a produção brasileira de farelo de soja deve atingir 50 milhões de toneladas na safra 2026/27, avanço de 5% em relação ao ciclo anterior.
Já os Estados Unidos projetam alta de 3%, para 59 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deverá crescer 2%, alcançando 33 milhões de toneladas. Para o óleo de soja, a demanda por biocombustíveis segue sustentando os preços, apesar da volatilidade influenciada pelo mercado internacional de petróleo.