Região Centro-Oeste, 8 de julho de 2026

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Operação Hidra de Lerna combate corrupção em órgão ambiental

Justiça afasta servidor do Inea por suspeita de licenças ambientais ilegais
Foto: Fernando Frazão

Mandados atingem ex-dirigentes e servidores do Inea

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento cautelar do presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) e servidor efetivo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Maurício Couto Cesar Junior, por suspeita de envolvimento em um esquema de concessão irregular de licenças ambientais. A decisão atendeu a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que também obteve autorização para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão contra servidores e ex-dirigentes da autarquia. Entre os investigados estão o ex-presidente do Inea, Renato Jordão Bussiere, e o ex-vice-presidente José Dias da Silva.

As investigações apontam possíveis crimes de corrupção, prevaricação, advocacia administrativa e infrações ambientais para beneficiar empreendimentos de alto impacto. Segundo o MPRJ, licenças de instalação e operação teriam sido concedidas entre 2024 e 2025 em desacordo com pareceres técnicos, exigências legais e manifestações do Ibama. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo de aparelhos eletrônicos e proibiu o servidor afastado de acessar o órgão ou manter contato com funcionários.

Durante a Operação Hidra de Lerna, um dos alvos foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Agentes apreenderam celulares, notebooks, HDs, documentos, R$ 23,9 mil, 4.440 euros e um revólver calibre 38. A operação faz referência à criatura mitológica Hidra de Lerna, em alusão à suposta ramificação do esquema investigado.

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